Caros,
Deixo aqui o meu artigo de opinião publicado hoje no DN.
Espero que gostem.
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
Regicídios e Palhaçadas!
Agora que este assunto já diminuiu a sua intensidade...
Não concordo com uma lei que me proíba de chamar palhaço a alguém, seja que título tiver esse alguém. A lei existe e pouco posso fazer em relação à sua existência, mas parece-me uma lei demasiado próxima das pseudo-democracias que por aí andam, com as quais ficamos chocados por prenderem pessoas por criticarem o governo.
Chamar alguém de palhaço nem sequer é, de forma objectiva, um insulto. A única coisa que explica que tal tenha passado despercebido pelo Bastonário da Ordem dos Palhaços é o facto da mesma não existir (pelo menos não encontrei).
Pior do que isto é andar-se a deter pessoas em frente aos seus filhos, processar judicialmente comentadores, mas ninguém por um processo ao Senhor ex-Presidente Mário Soares por declarações que roçam (além do ridículo) a incitação à violência.
Desde de ameaças veladas, que em tempos menos civilizados ou por pessoas mais relevantes seriam penalizadas com retaliação, a comentários derrogatórios da Democracia que temos (a qual funciona como funciona muito por "culpa" do próprio).
Porque é que em Portugal as (ditas) elites se levam tão a sério!! O que fazem não é assim tão relevante, salvo nas questões que nos afectam negativamente!
Não perceberá o Sr. Presidente da República que ser denominado de "palhaço" não é algo grave?
Não perceberá o Sr. ex-Presidente da República que os seus comentários nada de positivo ou construtivo trazem para a vida das pessoas?
Estamos a falar só de duas das figuras mais relevantes dos nossos (ainda parcos) anos de Democracia.
Estaremos ainda na infância da mesma, com instituições igualmente infantis, que nem a ser apelidados de "palhaço" aguentam?
Estaremos assim com tanta necessidade que os nossos "pais fundadores" ainda nos andem para aqui a tentar controlar?
Não concordo com uma lei que me proíba de chamar palhaço a alguém, seja que título tiver esse alguém. A lei existe e pouco posso fazer em relação à sua existência, mas parece-me uma lei demasiado próxima das pseudo-democracias que por aí andam, com as quais ficamos chocados por prenderem pessoas por criticarem o governo.
Chamar alguém de palhaço nem sequer é, de forma objectiva, um insulto. A única coisa que explica que tal tenha passado despercebido pelo Bastonário da Ordem dos Palhaços é o facto da mesma não existir (pelo menos não encontrei).
Pior do que isto é andar-se a deter pessoas em frente aos seus filhos, processar judicialmente comentadores, mas ninguém por um processo ao Senhor ex-Presidente Mário Soares por declarações que roçam (além do ridículo) a incitação à violência.
Desde de ameaças veladas, que em tempos menos civilizados ou por pessoas mais relevantes seriam penalizadas com retaliação, a comentários derrogatórios da Democracia que temos (a qual funciona como funciona muito por "culpa" do próprio).
Porque é que em Portugal as (ditas) elites se levam tão a sério!! O que fazem não é assim tão relevante, salvo nas questões que nos afectam negativamente!
Não perceberá o Sr. Presidente da República que ser denominado de "palhaço" não é algo grave?
Não perceberá o Sr. ex-Presidente da República que os seus comentários nada de positivo ou construtivo trazem para a vida das pessoas?
Estamos a falar só de duas das figuras mais relevantes dos nossos (ainda parcos) anos de Democracia.
Estaremos ainda na infância da mesma, com instituições igualmente infantis, que nem a ser apelidados de "palhaço" aguentam?
Estaremos assim com tanta necessidade que os nossos "pais fundadores" ainda nos andem para aqui a tentar controlar?
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Para discussão...
A Educação permite-nos sair das trevas das superstições. Permite-nos saber pensar, decidir produzir, inovar...
A Educação é um bem em si.
Um pouco por arrasto a existência de Professores também é vista como um bem em si.
Os professores são uma ferramenta com um objectivo muito claro: formar os nossos jovens (e não só os jovens). Enquanto esse objectivo for observado a ferramenta é um bem.
Claro que isto não faz sentido.
Numa situação em que a aprendizagem acontecesse por outra via (ver qualquer romance de Aldous Huxley e outros para auxilio à imaginação), a existência de Professores seria inútil.
Hoje os professores agiram em conflito com o seu objetivo.
Podemos discutir se têm direito a isto, ou se têm razão naquilo. Até podemos dizer que a culpa é do Governo, da Troika, dos Astros. Tudo isso são discussões válidas (salvo a dos Astros).
O essencial do dia de hoje é que prejudicaram o objecto da sua existência... os alunos e a Educação.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Não foi neste Cavaco que votei!
Admito. Votei em Cavaco
Silva. Até participei num dos seus jantares de apoio nesta recandidatura. Por
um lado não havia alternativa, o que por si só justificava o meu voto, por
outro lado acreditei que neste seu último mandato ele ia ser o “Cavaco” das
lendas, o que justificava a minha presença no seu jantar de apoio.
Sempre tive o máximo respeito por
Cavaco Silva. Não que ele fosse o anti-político de que se autointitulou. Não
que concordasse com todas as posições por ele defendidas. Mas sempre me pareceu coerente e racional nas suas posições... umas vezes mais que outras. E sinceramente acreditei que,
sendo o seu último mandato, ele iria colocar alguma ordem na política
portuguesa.
Depois ele foi eleito. Depois ele fez um discurso de tomada de posse. E depois começou a tentar
governar!
É verdade que já havia sinais
disso no primeiro mandato, mas a “crença” toldou-me a racionalidade.
OE2013
No pedido de fiscalização à
constitucionalidade do OE2013 e de acordo com o publicado pelo Sol e hoje
retomado pelo Público, Cavaco Silva escreve que “[o Governo] mantém um
tratamento diferenciado para os trabalhadores do sector público”, que “um
qualquer ‘estado de necessidade’ financeiro ou fiscal não parece autorizar a
criação de ‘impostos de classe’ portadores de um esforço fiscal desigualitário
ou excessivo face das demais categorias de cidadãos”.
Ora ao mesmo tempo que diz
que não se pode segmentar em classes, fala nas “categorias” de cidadãos! Que eu
saiba, na constituição, só há uma categoria de cidadão – artigo 4º da
constituição!
Também é incrível que, uma
pessoa com a inteligência de Cavaco, venha dizer que “desigualdade nos direitos
tudo bem, mas na carga de impostos... isso é que não”.
Claro que se Cavaco
defendesse uma taxa de impostos única, já era aceitável vir falar em “imposto
de classe”. Ou para Cavaco uns serem taxados a mais de 50% e outros a 14% é
“tratamento igual”?
Mas afinal o que quer Cavaco?
O cumprimento exemplar do artigo 13º da constituição?
Então venha o flat-tax e a
possibilidade de despedir funcionários públicos com as mesmas regras que um
privado.
Fica-se com a sensação que
Cavaco Silva PR não é o que prometia! Não foi neste Cavaco que votei!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
O que não fazer em Marketing... num país em crise!
Gostava de saber se alguma cabeça vai rolar...
Resultado:
Muitos insultos aos coitados
dos bloguers... irritação para com a marca... e:
Não será um golpe no ideal feminino moderno?
Não é uma afirmação. É mesmo
uma pergunta às nossas coautoras do blog e leitoras.
Hoje pede-se algo inumano às
mulheres. Têm de ser profissionais como os homens, mães como as mães delas o
foram, gestoras de casa... e ao mesmo tempo terem capacidade para exigirem uma
partilha de responsabilidade com os seus maridos, companheiros, parceiros
(machos ou fêmeas). E elas - muitas - conseguem!
Aos homens pede-se algo
impossível. Têm de ser homens com “H” grande e sensíveis. Machos e metrossexuais.
Ganhadores do pão, mas apoiantes da carreira da mulher. E eles - começam - a conseguir!
Somos mesmo uma espécie admirável!
Claro que nada disto é assim
tão impossível, desde que haja uma efetiva partilha de responsabilidades entre
o casal, ou uma divisão de tarefas, respeito entre os dois... aquelas coisas básicas de ser adulto!
Mas eis que nos aparece o caso da
Ministra Assunção Cristas (MAC). Três filhos, super-Ministra... É de admirar a sua
capacidade... sem ironias.
Uma pessoa quando aceita um
cargo que exige tanto como o de “Super” ministro(a), sabe que isso vai ter
custos pessoais. Se tem filhos, família, cães, o que for, sabe que durante uns
putativos 4 anos terá menos tempo para se dedicar a eles... e como quantidade
não é qualidade, isso é possível.
E como hoje em dia engravidar é algo
que se planeia. Será razoável que um Ministro apareça a 2,5 anos do fim do seu
putativo mandato a dizer que vai ter de tirar uns meses para ter uma criança... sem se demitir?
E escrevo MinistrO para não
particularizar na MAC nem no género feminino, apesar de achar que se fosse um homem caia o Carmo e a Trindade!
Claro que temos muito pouco
ou nada a ver com a decisão de Assunção Cristas. Enquanto indivíduo decide como
quer, juntamente com o seu companheiro, ou não. Mas ela comprometeu-se com um
trabalho, que não vai poder executar durante alguns meses, para uma projeto pessoal completamente planeável.
Se um Ministro (homem)
aparece-se a dizer algo equivalente seríamos nós tão lenientes? Não é isto uma total falta de
planeamento familiar e profissional? Não é isto dizer aos
Portugueses... lamento, mas em vez de adiar algo perfeitamente planeável, ou de
me demitir para enveredar num projeto pessoal, vou meter umas “férias” do cargo
POLITICO que ocupo?
E dizer que os Secretários de
Estado estão qualificados para ocupar o lugar por uns potenciais 6 meses não é
dizer que a MAC é dispensável no cargo?
Atenção, não estou a fazer
nenhum juízo de valor à decisão da MAC, excepto que me parece pouco aceitável a
atitude "light" com que um Ministro entra num projeto pessoal em pleno mandato e
plena crise... num Ministério tido como estratégico e onde pouco se vê crescer!
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