quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Factos eleitorais curiosos


  • A PAF decalca propostas do programa do PS que considerava utópicas
  • O PS considera que ganhou as eleições e prefere ficar refém do BE e do PCP do que fazer a PAF refém dos seus votos
  • O PCP quer redimir-se de ter ajudado a deitar abaixo o governo Sócrates e até já tolera a EU e a NATO
  • O BE quer deixar de ser um partido anti-regime para se moderar numa solução governativa
  • O Livre começou e vai acabar ao sabor das dividas contraídas
  • O Agir teve mais leitores na "sua" secção de erotismo do que votantes nas urnas
  • O PDR afundou-se com a ambição de Marinho e Pinto
  • O Nós Cidadãos nem com os votos perdidos de Macau conseguiria eleger o deputado
  • O PCTP/ MRPP suspendeu Garcia Pereira devido aos resultados eleitorais
  • O Presidente da República tentou moldar na opinião pública aquilo que foi incapaz de fazer nos bastidores

….

O que se seguirá?

       O PAN a defender as touradas em Barrancos???


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Temos líderes ou carapaus de corrida?

A vida politica portuguesa vive-se nos jornais, no Facebook e nos ecrãs de televisão. Os comentadores discutem nomes, “queimam” candidatos e fazem exercer a sua influência pela capacidade de eloquência junto das massas.
Mas esta forma de viver a política que os próprios políticos permitem que aconteça rouba o espaço do diálogo, das negociações de corredor e da construção democrática. As escolhas políticas são as possíveis, limitadas pelas lutas de audiências e moldadas pelas resistências sociais de uma elite mais esclarecida que não tem qualquer problema em se fazer ouvir e impor as suas regras em cada artigo, em cada comentário.
Claro que há elites e elites e há também cidadãos mais e menos esclarecidos. Mas há sobretudo políticos permeáveis à luta de comentadores e bases de apoio políticas ávidas de lugares, comissões de serviço, nomeações e atribuições.
A política contemporânea não é mais a luta ideológica pela melhoria do bem estar social. A politica moderna é a soma de um conjunto alargado de interesses pessoais e corporativos influenciados pelos barómetros de opinião.
Os cidadãos são os últimos visados por esta nova forma de ver a democracia vive do voto mas interpreta-o a seu belo prazer. Um voto é um voto e não mais do que isso. Dizer que um voto é de protesto ou é um voto útil pouco importa quando se contam espingardas.

Nesta importante época que definirá não só o futuro imediato do país mas também a sua sustentabilidade nos próximos anos, exige-se aos políticos, a todos os políticos, que sejam responsáveis com os seus actos mas também com as suas omissões. E sobretudo que não tenham receio de decidir pois os grandes líderes foram aqueles que tomaram posição, mesmo colocando em causa os interesses pessoais.
Será que temos esse tipo de líderes políticos capazes de assumir decisões ou estamos perante meros comissionistas que vivem da política mediática de curto prazo e decidem por sondagens?

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Qual o custo de um refugiado?

Nos últimos dias tenho-me envolvido em algumas discussões com amigos sobre o custo de um refugiado. O tema, aparentemente normal no quadro de economias com recursos escassos e com necessidades de fazer escolhas mais parece tabu, pelo menos pelo incómodo que a sua discussão causa a algumas pessoas.
Mas, mesmo que não se fale dos custos, a verdade é que eles existem.

A economia tem de se conseguir abstrair momentaneamente dos aspectos emocionais para avaliar e quantificar os custos e benefícios de todas as políticas, incluindo o acolhimento de refugiados.
Falar do custo dos refugiados não significa que não os queiramos acolher ou que sejamos menos compreensivos para os dramas que enfrentam. Não significa ainda que sejamos de direita ou de esquerda, religiosos ou agnósticos. Falar e discutir custos significa sermos realistas e racionais.
Qualquer custo é possível desde que tenhamos verbas para o suportar. Mas isso implica quantificação, análise e discussão das opções, avaliação e decisão.


Não querer discutir custos de questões sociais tem sido um dos reais problemas do país. Todos gostamos de receber subsídios, de auferir meses de salários adicionais, adoramos vangloriar-nos com rendimentos sociais de inserção ou outras prestações adicionais. O problema ocorre quando a factura nos chega (e a factura acaba sempre por chegar). Geralmente, apenas nessa ocasião pretendemos arranjar culpados embora nessa altura já pouco se possa fazer: Ou pagamos ou incumprimos o pagamento (há ainda os que preferem refinanciar-se mas algum dia não o conseguirão mais fazer).

Por isso, os custos devem discutir-se desde o momento inicial e não no fim da linha, mesmo que sejam os custos (mas também os benefícios) de acolher refugiados.


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Quem quer tramar António Costa?


António Costa é um político sozinho, sem capacidade de mobilização e com dificuldade em comunicar com o eleitorado. Da esquerda à direita todos parecem querer tramá-lo, principalmente dentro do PS e as eleições estão aí à porta. Mas quem são realmente os que querem tramar António Costa?


1 – António José Seguro:
António Costa está a saborear as consequências da estratégia calculista que utilizou no assalto à liderança do PS. Deixou António José Seguro levar com as balas da oposição e, na primeira hipótese, lançou a ofensiva política que culminou no puxar de tapete a Seguro. Nem Seguro, nem os seus apoiantes podem obviamente estar de corpo e alma com Costa. Além de que, muitos socialistas não gostaram do calculismo politico do seu novo líder nem acreditam na sua vitória eleitoral.

2- José Sócrates
A estratégia de António Costa relativa à prisão de José Sócrates foi correcta do ponto de vista democrático mas profundamente errada da perspectiva do argumentário de José Sócrates. Enquanto Costa prefere separar poder judicial de poder executivo, Sócrates pretendeu sempre o inverso, construindo uma imagem de preso político quando na verdade não passa de mais um político preso. O poder de Sócrates dentro do PS é ainda grande e os seus apoiantes não perdoam Costa. E por que será que Sócrates lança novas farpas para a comunicação social nos piores momentos para Costa???

3- António Costa, sim...o próprio!
A estratégia presidencial de Costa e do PS é inenarrável e mais parece não quererem ganhar qualquer uma das próximas duas eleições. Apoia Nóvoa mas faz um volto face com o surgimento de mais socialistas pretendentes a presidenciáveis. Quer estar e não estar ao mesmo tempo e finge que se trata de um assunto para mais tarde porque não sabe como o solucionar no presente. A atrapalhação deu espaço para o lançamento da candidatura de outros socialistas e só lhe falta que António José Seguro se lance também numa cruzada presidencial durante o mês de Setembro!
A estratégia relativa às legislativas não é melhor. Conseguiu coerência na construção das listas de candidatos mas falhou na adequação do estudo económico que encomendou a programa eleitoral. Atrapalhou-se na definição do número de empregos que promete e a sua voz não cativa o eleitorado. Falta-lhe a dinâmica de vitória. António Costa não fez o trabalho de casa, não acredita que possa vencer nem sabe bem o que faria se fosse eleito. A imagem da campanha é péssima e as mensagens dos cartazes perdem-se no ruído criado pelos sucessivos e gritantes erros (que não seriam admissíveis sequer a uma qualquer campanha de uma associação de vão de escada). António Costa não sabe o que dizer nem quando dizer porque não tem a confiança que diz ter nos novos cartazes.
O PS arrisca ser um fiasco nas próximas eleições. A tentativa de Costa piscar o olho ao eleitorado de direita ao elogiar Manuela Ferreira Leite e ao convidar Ribeiro e Castro para uma sessão socialista podem ser novos tiros no pé e afastar o eleitorado natural do PS. O efeito que Sócrates conseguiu com Freitas do Amaral não voltará a suceder como a mesma água não passa por baixo da mesma ponte duas vezes. O PS está isolado mas António Costa está no fio da navalha.
Costa já percebeu que não está numa posição confortável e vai apelar às bases para uma mobilização política na rentrée. Mas está a sentir o PS a escorregar-lhe das mãos que nunca o souberam agarrar e está a sentir as facadas nas costas que só um líder fraco, sem soluções e sem capacidade de comunicação pode sofrer.
Setembro é um mês decisivo e a coligação PSD/CDS já percebeu que a melhor campanha que pode fazer é ficar calada. É que o PS e António Costa conseguem fazer a campanha socialista e destrui-la ao mesmo tempo, propor soluções para o país e aniquilá-las no momento seguinte e definir a estratégia enquanto que os seus pares a minam sucessivamente. Enquanto isso, o país fica sem oposição e sem o contraditório, enfraquecendo a qualidade da nossa democracia.

Há muitas pessoas que querem tramar António Costa mas o principal opositor é o próprio António Costa e a sua inabilidade para lidar com factos políticos próprios de um partido fragmentado , de ex-líderes ressentidos e de um país com uma elevada divida externa. Até pode vir a ganhar as próximas eleições legislativas mas, se acontecer, terá uma maioria fraca e instável que deixará o país também muito (demasiado) enfraquecido.


Estamos feitos!

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Se é assim na campanha, como será se/quando forem Governo?

A campanha eleitoral do PS revela a falta de preparação dos líderes e das estruturas partidárias para os mais simples actos das suas vidas políticas, ou seja, concorrer a umas eleições.


Os erros grosseiros dos cartazes do PS não são apenas um problema de publicidade ou um erro de Marketing. Depois de um estudo económico que poderia ter sido usado como trampolim para uma nova ordem política nacional, o PS fez quase tudo mal: o líder não consegue ser eloquente, a mensagem está desadequada, os recuos quanto a Sampaio da Nóvoa denotam pouca consistência, e as bases parecem duvidar que o PS ganhe eleições e, por consequência, que António Costa seja o líder capaz de carregar os "boys" às costas.


Mas o problema que o PS enfrenta é comum a outros partidos que, reféns de uma estrutura amadora e com deficit de formação politica, ficam à mercê de 2 ou 3 voluntários partidários experientes em campanhas onde se agita a bandeira mas sem sumo político. Mesmo a coligação que tem a vantagem do incumbente, cometeu erros com a escolha do nome, com a decisão do slogan e até o timing dos anúncios.



A política é diferente do partidarismo e isso vê-se nos mais básicos erros que os portugueses identificam de imediato e dos quais fazem troça nas redes sociais. O erro do cartaz com a senhora desempregada há 5 anos não está na mensagem (que está péssima mas que é uma decisão partidária). O erro está no membro do PS que redigiu a mensagem para o publicitário e que provavelmente não sabe que as legislaturas têm uma duração de 4 e não 5 anos. Como o erro do cartaz "vindo do além" não é apenas do publicitário mas dos decisores partidários que não conseguiram interpretar a potencial reacção do público através da análise visual da maquete.
As campanhas políticas são profundamente amadoras, embora esporadicamente se contratem publicitários que sabem realmente do assunto. Mas nem sempre o líder ou os seus seguidores dão espaço de manobra ao publicitário porque acham que sabem mais do que os restantes de política quando na prática, apenas sabem abanar bandeiras. A sensibilidade politica é algo difícil de aprender e parece estar em vias de extinção nas máquinas partidárias.



A rapidez da agenda mediática não permite grande atenção aos detalhes e é normal que surjam erros, tal é a urgência em marcar a posição junto do eleitorado. Mas o PS, este PS parece mais amador do que seria de esperar para um partido que quer(ia) ganhar eleições.

No actual cenário político, como é possível publicarem cartazes de leitura difícil, com inúmeras cores, com mensagens erradas e de forma atabalhoada?

Se é assim na campanha, como será se/quando forem Governo?


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Espeleólogos, vinde a Lisboa!

Lisboa é uma cidade cheia de surpresas! Bares, restaurantes, lojas, feiras e crateras! Não, não estou a confundir crateras com as galerias romanas da baixa pombalina. Quando falo em crateras, refiro-me a buracos de grandes dimensões que ocupam pavimentos rodoviários e pedonais por essa Lisboa fora.

Fala-se muito em captação de turistas e na qualidade de vida do habitante da cidade. A autarquia tem inúmeros programas de apoio às actividades turísticas, aos empreendedores e aos habitantes mas parece ter-se esquecido que pavimentar as ruas e impedir acidentes é também uma atribuição autárquica.


Não falo naqueles buracos que surgem com as chuvas e que só podem ser solucionados com o fim do Inverno. Falo em autênticas grutas que condutores e cidadãos enfrentam todos os dias há vários meses (ou anos) nos mesmos locais e que a autarquia prefere não ver. Mas o problema maior é para o transeunte que passa pelas grutas ocasionalmente e que não conhece o terreno acidentado. Qualquer distracção é suficiente para rebentar um pneu, ter um acidente, sofrer um despiste, atropelar um peão.

Uma capital europeia deveria ser conhecida pelo seu cosmopolitismo, pela sua gastronomia ou pela sua luminosidade. Mas, quando um tuk-tuk cai num buraco e o turista dá um salto na cadeira ou quando um taxista enfurecido tudo faz para acertar em todos os buracos de uma rua, Lisboa passa a ser reconhecida pelo seu terreno lunar e pelas emoções que desperta ao nível de um qualquer passeio todo o terreno.

De nada serve o anúncio pomposo de linhas de crédito milionárias para pavimentação das ruas antes das eleições. A espeleologia deve ser uma actividade turística, sem qualquer dúvida! Mas que o seja em Mira de Aire ou em qualquer outro solo calcário. Deixemos o solo alcatroado e calcetado sem estalactites nem estalagmites!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

A credibilidade, o activo que os gregos aniquilaram

A credibilidade é um dos maiores activos económicos dos tempos modernos. Ninguém aceita negociar a preços baixos com economias pouco credíveis e não são muitos os que aceitam investir em mercados onde a instabilidade e a credibilidade dos seus líderes é colocada em causa.

Assim, quando um país enfrenta problemas financeiros (e são muitos que os enfrentaram nos últimos anos), a principal tarefa não é a retoma da economia nem a inversão do deficit. Retomar a credibilidade assume-se como tarefa fulcral do processo de retoma do crescimento e do desenvolvimento.


Tentemos pensar o problema de um ponto de vista individual. Se eu emprestar dinheiro ao individuo X e este incumprir no reembolso desse empréstimo, vou obviamente ficar desconfiado e será mais difícil voltar a emprestar-lhe dinheiro, ainda que o preço do empréstimo seja mais atrativo. Mas se o individuo X, para além de falhar a data do reembolso, adoptar uma postura de agressividade e de ameaça com a devolução do valor num futuro próximo, será que muitos cidadãos estariam na disposição de emprestar dinheiro com elevado risco de não o receberem de volta?

Portanto, o maior problema da Grécia não é a divida pública nem a incapacidade de solver as suas responsabilidades no curto prazo. O maior problema da Grécia é a perda de credibilidade que afectará no médio e longo prazo a concessão de crédito, ameaçará hipotéticos investimentos externos no país e dificultará, ainda mais, o dia a dia dos Gregos.

Democracia? Claro que sim, mas com credibilidade


quinta-feira, 2 de julho de 2015

O princípio do fim do(a) Euro(pa)

A Europa errou! Enquanto se apostou em objectivos ambiciosos e se acreditou na responsabilização dos executivos europeus, a Comunidade transformou-se em União e viu nascer a moeda única.

Os países perderam soberania mas ganharam estabilidade (será que os cidadãos europeus se recordam das taxas de juro elevadas da década de oitenta do século passado e das dificuldades em obter crédito e comprar viaturas alemãs?). Essa estabilidade levou ao desenvolvimento, ao progresso…e à divida! Pedir emprestado passou a ser banal para comprar casa, carro, televisão, férias, aspiradores, secadores….para literalmente comprar tudo!

Ninguém se preocupou verdadeiramente com o excesso de divida. E não falo apenas da divida pública, pois a divida privada é ainda maior.


O verdadeiro problema da Europa começou na estabilidade. Com o excesso de confiança, vieram os abusos, o despesismo e a compra de divida para pagar divida. Os juros aumentavam mas era mais importante ganhar eleições e ter um carro melhor ao do vizinho do que viver dentro das possibilidades. A estabilidade gerou instabilidade e o mercado único começou a tremer.
Mais tarde ou mais cedo, os problemas teriam de acontecer. As políticas de segurança social dos países eram muito diferentes, a fiscalidade e a responsabilidade ainda mais.
Ninguém sabe o que acontecerá com esta recente crise grega mas provavelmente será o princípio do fim do Euro como o conhecemos

A Europa é um território multicultural e economicamente diverso. Sul e Norte, Este e Oeste têm histórias e culturas distintas com um mercado único instável que os une. Enquanto a Alemanha e a França quiseram promover uma Europa unida, a Europa sobreviveu. Mas as recordações das guerras estão muito esbatidas e na mesa das negociações ficam apenas os remorsos económicos, os problemas históricos, as diferenças culturais e as divergências sociais.

A Europa não voltará a ser como era antes da crise grega. Será um espaço mais hostil, será menos económica e estará, infelizmente, mais perto do fim.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Grexit e o status quo dos actuais líderes europeus!

A crise grega esconde alguns fenómenos que os meios de comunicação convencionais não tem sabido ou conseguido explorar. Se parece óbvio que nenhum país defende a exclusão da Grécia da moeda única (à excepção da Rússia e eventualmente da China por motivos geoestratégicos), não tem sido tão óbvia a preocupação dos líderes europeus para que o Syrisa não saia como o grande vencedor deste diferendo.


O Syrisa está posicionado na extrema-esquerda, tendo inspirado inúmeras forças políticas europeias. A coragem em enfrentar potências económicas associada ao sucesso dos seus resultados eleitorais mostraram aos partidos similares que podem ambicionar a vitória eleitoral nos seus países.
Se a obtenção do acordo no Eurogrupo for entendido como uma vitória do Syrisa, a extrema-esquerda europeia ganhará uma energia extra com impacto incerto nas eleições nacionais. Isso significaria que muitos dos actores políticos europeus, teriam o seu lugar ameaçado, comprometendo os actuais equilíbrios políticos na União Europeia.

Arriscar numa saída da Grécia da Eurozona seria muito perigoso para o futuro da Europa. Mas arriscar numa vitória do Syrisa grego não é menos perigoso para o status quo dos actuais líderes políticos europeus.

Logo, perspectiva-se um acordo político-económico vantajoso para a Grécia mas com vitória mediática para a União Europeia. A maior incerteza é se o ego dos dirigentes gregos e a recente ambição de poder das extremas esquerdas europeias, deixará que isso aconteça!


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Valores, Qualidade Institucional e Desenvolvimento

Quais são os valores que vigoram nas instituições portuguesas? Por que normas se regem e de que maneira é que estas normas influenciam o seu funcionamento? Este estudo tenta responder a estas questões, através de uma análise de fundo a seis organismos nacionais.

A conferência de apresentação do estudo está marcada para amanhã, dia 28 de Maio, pelas 14h30, na Fundação Arpad-Szenes Vieira da Silva. Haverá três painéis, ao longo dos quais serão discutidas as etnografias de cada uma das seis instituições estudadas - Autoridade Tributária, Euronext, EDP, ASAE, CTT e Hospital de Santa Maria. 

Na discussão vão estar presentes os coordenadores, Alejandro Portes (Princeton) e Maria Margarida Marques (Universidade Nova), os responsáveis por cada análise individual: Ana Maria Evans, Miguel de Pompeia, Nuno Vaz da Silva, Mário Contumélias , Roselane Gomes Bezerra e Sónia Pires e vários comentadores: Miguel Pina e Cunha (Universidade Nova), José de Azevedo Pereira (ISEG), Graça Carapinheiro (ISCTE) e João Ferreira de Almeida (Instituto Universitário de Lisboa).

Inscrições gratuitas no site da FFMS