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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Assim se faz a integração europeia.

Devagarinho, completa-se a Zona Euro. Eis uma outra boa notícia, o Concelho Europeu aprovou uma proposta elaborada pela Comissão, em colaboração com o Parlamento Europeu para uma maior harmonização e integração da estrutura de garantias aos depósitos bancários! Assim se faz a integração europeia.

Já agora, esta notícia oferece um bom exemplo da importância do que se faz e discute no Parlamento Europeu. Espero que a campanha para as europeias sirva para discutir e avançar a qualidade do processo político de integração europeia.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Um Link interessante.

Quero deixar aqui um link para um estudo do impacto dos programas de ajustamento da Troika na Grécia, Irelanda, Portugal e Chipre. O estudo foi elaborado pela Bruegel, um dos principais think-tanks de economia europeus, e oferece uma análise de grande qualidade técnica e bastante pragmática. 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O Prémio Nobel e uma bonita idea de Bob Shiller

Venceram o Nobel da Economia este ano Eugene Fama, Lars Hansen e Bob Shiller. Uma escolha surpreendente a meu ver, não porque cada um destes economistas não mereça o prémio (pelo contrário), mas antes pela atribuição conjunta, para premiar trabalhos diferentes em método e em espírito.
 
Mas não pretendia discutir as razões da atribuição do prémio. Em vez, queria aproveitar a oportunidade para discutir uma das ideias mais interessantes de Bob Shiller, um economista cheio de ideias originais e de enorme alcance prático.
 
Shiller propôs que os governos deveriam emitir dívida indexada ao valor nominal do PIB. Este novo título do tesouro possuiria uma característica extremamente desejável: o dividendo seria elevado em periodos em que o crescimento do PIB nominal fosse elevado, e em vez reduzido em periodos de recessão!
 
Uma ideia genial! Reparem que se a divída do Estado estivesse indexada ao valor do PIB, a crise do euro teria provavelmente sido evitada!
 
É uma ideia muito simples, mas extremamente poderosa. Um contributo simples para "completar os mercados" e, consequentemente, melhorar o funcionamento da economia. Que pena, que estas ideias mais elegantes e poderosas sejam tantas vezes ignoradas, por serem menos convencionais... Espero que este Nobel contribua para promover esta bonita ideia! 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Elogio ao FMI

O FMI publicou um documento importante, em que reconhece ter cometido erros na intervenção na Grécia. O documento conclui que teria sido desejável:
  • Uma maior disponibilidade para reestruturar a dívida (tradução do economês ao português, maior perdão da dívida)
  • Maior atenção aos efeitos distributivos da consolidação fiscal (tradução do economês ao português, maior atenção às consequências económico-sociais do ajustamento)
  • Maior parsimónia no processo de reestruturação fiscal  (tradução do economês ao português, menor intervenção da Troika e maior responsabilização do Governo e agentes políticos nacionais)
  • Melhor partilha de risco entre os países da Zona Euro (tradução do economês ao português, maior solidariedade entre os países membros e transferências fiscais)
A análise é honesta e técnicamente bem executada, e reflecte uma enorme melhoria da cultura do FMI pronta a admitir erros e a mudar de opiniões, quando os estudos teóricos e a evidência empírica assim o justificam. Penso que a esta nova atitude, de muito mérito, não é alheia a influência de Olivier Blanchard, o chief economist do FMI, e um dos académicos mais influentes e sólidos que estuda a Macroeconomia.

Mas o parágrafo mais interessante do documento do FMI, é talvez o último parágrafo dos anexos:

"The Troika reflects three different institutions. This sometimes posed coordination problems: the  Fund made decisions in a structured fashion, while decision-making in the Euro Zone spanned Heads of State and multiple agencies and was more fragmented"

A UE está a cometer um erro de política económica colossal, ao insistir em políticas procíclicas até nos países do norte da Europa. O resultado têm sido uma divergência enorme entre a UE e os EUA, e o risco de uma década perdida para a Zona Euro. Tal é inaceitável. Mas a falta de reponsabilização das instituições da UE  junto do eleitorado contribuiu em muito para esta triste situação. 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Da colecção Sugestões de Leitura

Noah Smith é um jovem economista cheio de ideias originais e pertinentes na blogosfera. Achei este seu último post muito interessante.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Less pain yesterday, less pain today, less pain tomorrow...

"Large multipliers do not necessarily affect the optimal timing of fiscal consolidation, however. If they remain just as large in the future, the adjustment will be as painful later. But, if they are larger now than later, this tilts the adjustment toward doing more later: Less pain now, less pain later. And there are at least three reasons to believe that multipliers are larger now."

Leia-se todo o artigo de Olivier Blanchard (chief economist do IMF) e Daniel Leigh aqui neste link. 

É por isso que adiar a austeridade teria sido provavelmente a solução óptima. O problema, é que há vários constrangimentos que às vezes impedem o implementar da solução óptima, entre os quais, a miopia dos ciclos económico-políticos, que torna pouco credível compromissos políticos de médio prazo.

Talvez uma maior cooperação entre os dois principais partidos em Portugal, tivesse permitido adiar a austeridade, sem ser para as calendas gregas ("pun intended"). Mas o debate não se fez em 2010. Far-se á em 2013? Os ciclos políticos são uma chatice de gerir... 

terça-feira, 30 de abril de 2013

Sugestão de Leitura

"Finally, after 15 years of economic growth that followed its accession to the EU, Portugal's economy stagnated around 2000. Shockingly, in 2012, Portugal's output was lower than in 2001. The headline government budget deficit never fell below 2.9% of GDP and the primary balance was constantly in deficit, even after controlling for the effects of the business cycle and one-off and temporary adjustments (Marinheiro 2006, updated 2011). The parade of deficits led public debt to accumulate from 51.2% of output in 2001 to 92.4% in 2010. The private sector responded to the stagnant economic outlook by reducing its saving rate and heavily borrowing from abroad to finance current consumption, while investment fell as a percentage of national demand. In short, the behaviour of both the public and the private sector was unsustainable in the medium run. However, accession to the euro allowed both the public and the private sector to postpone the day of reckoning by taking advantage of the historically low interest rates. For example, while government debt as a share of GDP rose by 41 percentage points, interest paid on the debt barely budged; it was 2.9% of GDP in 2000 and 3% of GDP in 2010. Thus, the euro allowed Portugal’s political-economic equilibrium to be sustained in the medium run by the large capital inflows from the rest of the world, even if a correction was eventually unavoidable."

Isto vêm do seguinte artigo de Villaverde, Garicano e Santos, três reputados economistas espanhois, cuja leitura eu recomendo.

É possível que a convergência nominal conseguida graças ao euro tenha reduzido os incentivos à realização de reformas económicas importantes. Serve, portanto, pensar sobre como melhorar as instituições da UE e da zona euro, para corrigir este mau equilíbrio politico-económico, sem esperar pela próxima crise...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Tem Grandes Vantagens (o TGV)









Sempre achei um grande disparate argumentar contra o TGV Lisboa - Madrid dizendo que uma melhor ligação entre estas duas cidades iria contribuír para a deslocalização da actividade económica para longe de Lisboa. Onde é que se viu melhores ligações de transporte servirem de desincentivos ao investimento?


Tal argumento parece-me paroquiano, contra-intuitivo e também contrário a muita teoria económica que dá pelo nome de nova geografia económica, que valeu o prémio Nobel a um tal Krugman.  Fico contento de ver este novo artigo publicado no QJE, talvez a publicação científica com maior prestígio em economia, que demonstra que a melhoria da acessibilidade entre a "fábrica" e a sede aumenta o investimento na primeira.

Assim, considere-se por exemplo uma empresa Espanhola com sede em Madrid mas fábrica na região da grande Lisboa. Os resultados do estudo referido, sugerem que o TGV aumentaria o investimento na região de Lisboa. E bem precisámos de mais investimento!

Felizmente, parece que pela enésima vez um governo conclui que o TGV afinal até é uma boa ideia. Vamos lá ver se desta vez é que é...

segunda-feira, 25 de março de 2013

Troika e Chipre, um bail-out (in) com elementos positivos.

O novo acordo alcançado entre a troika e o Chipre é uma boa notícia e a meu ver inclui vários aspetos positivos. 

Primeiro, houve uma mudança de rumo, e todos os depósitos inferiores a 100,000 euro são protegidos. Isto é muito importante para a estabilidade do sector bancário da zona euro. 

Segundo, o banco Laiki que era o banco em piores lençois e que tinha efectuado piores investimentos não será salvo. Em vez, os ativos tóxicos são concentrados nesse banco e os credores do Laiki assumem as perdas resultantes, exceptuando aqueles credores com pequenas poupanças (os tais depósitos inferiores a 100,000 euro) que vêm as suas poupanças garantidas e transferidas para outro banco. É importante que os grandes credores sofram perdas, pois efectuaram maus investimentos. Este Bail-In é o aspeto fundamental do acordo e pode ser um elemento importante da nova doutrina de regulamentação do sector financeiro. 

Terceiro, a estabilidade do sistema financeiro cipriota e a execução do plano prevê a introdução de controlo de capitais. É uma boa notícia a introdução destas medidas no Toolkit da Troika, pois em situações extraordinárias, é importante garantir que excessivos fluxos de capitais não contribuam para agravar a situação económica da maior parte da população, que não têm culpa nenhuma dos excessos cometidos pelo sector financeiro durante anos. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Sugestão de Leitura

Um artigo interessante sobre o reajustamento da economia Portuguesa. Alguns sinais positivos, mas muitos riscos e incerteza... 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Desemprego e Austeridade a qualquer custo?


Este é o gráfico do último relatório do Eurostat sobre o desemprego na Europa e que está a circular nos vários Blogs de economistas que se preocupam com estas coisas. O que é enfurecedor, é o enorme custo das políticas de austeridade adoptadas por quase todos os países da UE. É que em 2009, parecia que o desemprego tinha atingido um pico, e que a partir de aí, iniciaria a diminuir. Isto foi o que aconteceu por exemplo nos EUA, e é assim que os ciclos económicos normalmente se comportam. Mas na UE fomos atacados pela obsessão da Austeridade a qualquer custo, e o resultado foi um enorme acelerar do desemprego em 2011 e 2012. E o custo social e político será enorme... vejam as eleições na Itália. A questão que se impõe é a seguinte, não teria sido mais sensato insistir na Austeridade em 2006, num período de vacas gordas? E agora, não seria melhor adiar a Austeridade para quando a situação económica seja mais favorável, como a teoria económica sensatamente recomenda...? Só que, aqui chegados, têm que ser a Europa em conjunto a tomar esta decisão, porque sozinhos já não é possível.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Hoje, uma boa notícia

Hoje, uma boa notícia.

Parece que o Parlamento Europeu, o órgão mais democrático da UE, consegui um compromisso para a futura emissão de dívida comum.

Uma das grandes lições da crise da Zona Euro, é que uma União Monetária exposta a choques que são assimétricos exige uma maior integração da política fiscal e a possibilidade de transferências entre os Estado Membros.

E parece que apesar das dúvidas de muitos eurocépticos, estamos devagarinho a caminhar nesta direcção. 

Hoje, uma boa notícia!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Uma Árvore Cheia de Frutos Fáceis de Recolher


Durante quase todo o século XX, a economia dos EUA cresceu de forma contínua e rápida mas, talvez nas últimas três décadas, o ritmo de crescimento "normal" diminuiu substancialmente. Isto levou economistas como Robert Gordon e Tyler Cowen a articular recentemente a teoria da grande estagnação: um pessimismo sobre as perspectivas de crescimento no século XXI, após um século inigualável, em que importantes inovações tecnológicas como a aviação, os antibióticos, e os automóveis (só para começar com a primeira letra do alfabeto...), grandes progressos sociais (educação universal e emancipação da mulher) e importantes progressos das instituições políticas (graças à vitória das democracias), permitiram um crescimento económico robusto. A tese de Tyler Cowen, é que o Estados Unidos beneficiou de todos os frutos fáceis de recolher o que permitiu um rápido crescimento, mas agora todos os frutos que sobram estão no topo da árvore e são difíceis de recolher.

A mesma teoria, mas de cabeças para o ar, faz-me ser optimista em relação à economia portuguesa. É que por cá há ainda montes de árvores cheias de frutos fáceis de recolher. Em Portugal, apenas cerca de 15% da população entre 25 e 64 anos possui um curso univeristário (a média na OCDE é de 30%). Um estudo recente da CIP revelou que em Portugal apenas 20% do stock de habitações em uso são arrendadas, o restante 80% é ocupado pelo proprietário. Esta situação é o resultado de uma lei do arrendamento prejudicial para os proprietários (e sim, para os consumidores também... como qualquer curso de introdução à economia revela). O reverso da medalha é que cerca de 20% do stock total de habitações encontra-se devoluto. Ao seja 20% do stock de habitações não gera qualquer benefício económico (o custo de oportunidade é enorme!). Finalmente, o sistema de justiça é lento e ineficaz. Concretamente (pois já não basta dizer que a justiça não funciona, é preciso explicar porque é que não funciona), o mau funcionamento do sistema de justiça em Portugal traduz-se na enorme demora com que os credores são capazes de recuperar empréstimos realizados e receber pagamentos que lhes são devidos. Ora vender produtos e realizar empréstimos sem ter quaisquer garantias de que os pagamentos devidos serão efectuados é evidentemente um enorme obstáculo à actividade económica.

Portanto, investir em educação para pelo menos duplicar a parte da população activa com curso universitário, mudar a lei do arrendamento para não desperdiçar 20% do stock de habitações já instalado, e reformar a justiça para que o incumprimento contratual seja punido, são medidas que terão um enorme impacto na performance da economia portuguesa. São medidas que dão frutos concretos e que, se implementadas, contribuirão para que trajectória da economia portuguesa nos próximos 20 anos seja muito superior ao da média na OCDE. É urgente explicar isto aos investidores internacionais, para que estes voltem a investir em Portugal e para que os empreendedores portugueses sejam capazes de voltar a ter acesso aos mercados de crédito e possam eles também criar novas empresas e novos empregos. Inventar pois uma estratégia de crescimento para Portugal não é tão difícil quanto isso, porque há ainda montes de árvores cheias de frutos fáceis de recolher!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Sugestão de Leitura

Convido-vos a ler este artigo muito interessante de Corsetti, Martin e Pesenti sobre os reajustamentos internos na Zona Euro. Criar condições para a criação de novas empresas no sector dos bens transacionáveis, por exemplo através de mecanismos de apoio à expansão do crédito ao investimento neste sector, pode contribuir de modo significativo para acelerar o reequilíbrio das balanças correntes e aumentar a produtividade nos países do sul da europa.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Batista da Silva chegou às páginas do Independent

O ABS chegou às páginas do Independent, um dos principais jornais diários ingleses! O mais interessante não são os factos retratados no artigo, que à parte algumas imprecisões cometidas pelo Independent, já se conheciam. O mais interessante é a secção dos comentários. Há um sentimento de que todos os economistas são charlatães... Mas na realidade, muitos dos que passam por economistas nos Media não sabem sequer do que trata a Economia! 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Conhecer a Crise

O mais importante para começar a compreender e encontrar soluções para combater a crise económica que enfrentamos hoje é ter boa informação, actualizada e abrangente. Muitos já conhecem com certeza, mas para os que não conheciam, visitem o excelente site Conhecer a Crise, cheio de dados de conjuntura sobre a economia portuguesa.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ideias para um Optimismo Futurista

Sou da opinião que Paul Krugman, talvez o economista/opinion-maker mais mediático do nosso tempo,  é sempre muito mais criativo e pertinente quando discute temas que têm que ver com o crescimento  e as dinâmicas económicas de médio prazo. 

Ele hoje escreveu isto no seu blog, que oferece (espero eu...) motivos para optimismo:

"Consider for a moment a sort of fantasy technology scenario, in which we could produce intelligent robots able to do everything a person can do. Clearly, such a technology would remove all limits on per capita GDP, as long as you don’t count robots among the capitas. All you need to do is keep raising the ratio of robots to humans, and you get whatever GDP you want."

É possível imaginar portanto uma revolução tecnológica na forma de organizar a produção que pode aumentar e muito a produtividade das nações. Krugman é intencionalmente distraído no seu cenário futurista. É claro que estes Robots vão existir existem, no entanto, para produzir, programar e conservar estas maravilhas da técnica, fazem falta os fatores de produção do século XXI: conhecimento, técnica e ciência. Em suma, capital humano. E o capital humano vai ser o fator de produção escasso de um futuro não tão longínquo, único entrave ao "crescimento infinito" distraidamente imaginado por Krugman...

Tal como no século passado, o sistema económico dominante será o sistema capitalista. Mas o Capital capaz de gerar valor e riqueza não será feito de aço e betão. Vai ser outro tipo de massa cinzenta, o Capital Humano! É portanto fundamental investir em educação, garantir um ensino técnico de qualidade e ajustado aos nossos tempos e garantir o financiamento adequado das universidades (fontes de conhecimento e inovação).  E para garantir que toda a sociedade beneficiará deste "crescimento infinito", é fundamental dar acesso a todos a uma educação de qualidade. 

Paulo S Monteiro

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Obama, Romney e a Europa


Hoje é o grande dia, vota-se nos EUA! Costuma-se dizer que o rumo da história é influenciado de modo directo pelo resultado das eleições norte americanas. Todos têm uma opinião e um candidato preferido. Mesmo quem vive na Europa, nunca esteve nos EUA e desconhece tudo sobre a cultura norte americana, estaria provavelmente disposto a pagar uns 5 euro para poder votar nestas eleições.

É por isso ainda mais incompreensível que na Europa ainda não elegemos o nosso “Presidente”! Se conseguimos obter uma ligação emocional tão forte em relação aos resultados das eleições nos EUA, com certeza que a maior parte dos cidadãos da União Europeia receberiam de braços abertos a possibilidade de eleger o Presidente da UE. Não me digam que emocionalmente e culturalmente estamos mais distantes da França, Itália ou Espanha que dos EUA, porque não acredito!

Ter um presidente Europeu democraticamente eleito pelos cidadãos da UE é a forma mais eficaz de garantir que a integração económica e política da Europa será completa. E com certeza que o nosso bem estar depende muito mais das boas políticas implementadas pelos líderes Europeus, que das mudanças de humor to Tea Party, das flutuações eleitorais do Midwest e das diferenças entre o “Obama Care” e o “Mitt Care”.  

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Desvalorizações Reais

Encontrei este gráfico muito interessante no blog MR. 


Quero fazer só dois reparos e espero que os leitores do Blogue também partilhem a sua opinião na secção dos comentários:

  1. Como é que a Alemanha conseguiu uma "desvalorização real" tão acentuada no período entre 2000 e 2009, sem grandes convulsões sociais nem políticas?
  2. De acordo com estes dados, Portugal é, a seguir à Alemanha, o país com a maior queda percentual dos salários no periodo entre 2000 e 2012. Parece-me portanto que para reduzir os famosos custos unitários não será o melhor caminho reduzir ainda mais os salários, mas sim tentar perceber porque é que as empresas não crescem e não investem muito mais, de forma a aumentar a sua produtividade!
Comentários bem vindos!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A UE e o Nobel

Prémio Nobel da Paz para a União Europeia. E é inteiramente merecido. A UE contribuiu mais que qualquer outra instituição ou organismo internacional para reduzir o número de conflitos num período em que o número de países na Europa e no mundo aumentou muito, a população mundial cresce a um ritmo sem igual e há cada vez mais rivalidade na partilha dos recursos económicos. O sucesso do Euro é indispensavel para garantir o aprofundamento da UE e para que esta continue a promover a paz e a democracia na Europa. E para que o Euro seja um sucesso, é importante que os cidadãos da União Europeia apoiem este projecto. Para tal é preciso que haja solidariedade entre os vários Estados membros, uma efectiva e sana coordenação das políticas económicas, sem ultimatos nem braços de ferro e respeito pelas instituições da democracia nos vários Estados membros.