terça-feira, 12 de outubro de 2010

2 problemas

Sou então uma pessoa que se preocupa com o futuro do país e que pretende dar a conhecer análises e soluções alternativas e mais eficientes.

É certo que me preocupo com o futuro do país! O futuro do país é também parte do meu futuro. Ou será que me preocupo é com o meu futuro e por causa disso tenho que me andar a chatear com o futuro do país? A verdade é que não interessam muito os motivos pelos quais nos preocupamos com algo. Interessa que nos preocupemos e lutemos pelos nossos interesses... Porra! Pelo interesse do país!

Que chatice esta coisa do nosso interesse e do interesse do país!

Não tenhamos dúvidas que podem existir grandes diferenças entre o interesse do país e os “nossos” interesses. Se queremos reflectir seriamente sobre o que é Portugal e quais as soluções alternativas eficientes para o nosso país esta é uma premissa necessária a reconhecer.

É neste cenário que tenho observado que é comum que quem mais regalias e benefícios acumulou é também quem hoje em dia mais critica qualquer medida que mexa com tais regalias. Fazem bem! Legítimo. Todos temos o direito de o fazer. Há contudo uma coisa que não bate certo no que dizem: A maioria das vezes referem-se ao interesse nacional. À defesa nobre e fiel da nação e do que é certo e moral! Errado. O que está em causa é a defesa dos seus interesses privados. Fazem bem! Legítimo. Todos temos o direito (mesmo o dever) de o fazer.

Paro aqui indicando dois problemas do nosso país relacionados com o que (d)escrevi:
  1. Muita gente não tem “acesso” à possibilidade de defesa dos seus interesses privados;
  2. Existe pouca gente a defender os reais interesses de Portugal.

Claro que, como em quase tudo na vida, estas questões andam lado a lado. Paro aqui mas aqui voltarei.

2 comentários:

Carlos Alcobia disse...

Boa noite Brito,
interessante o confronto que descreves devido a esta dualidade de interesses. no fundo o interesse individual em confronto com o interesse colectivo.
a historia e a matemática mostra-nos que a solução optima implica uma harmonização entre estas duas equaçoes que tentamos maximizar. o problema sao as variaveis. as sacanas das variaves que sao muitas e mudam e sao manipulaveis. enfim uma chatice. por isso primeiro pensar que um Estado só o é quando estabelece uma fronteira e se diz diferente do Estado com o qual faz fronteira. Convem é que a diferença relativamente ao nosso vizinho seja positiva e não me parece que esteja a ser o caso de Portugal. por isso se calhar pensarmos um pouco nisso deveria que as pessoas dessem uma ponderação maior às variaveis que valorizaçao a equaçao do interesse colectivo. pelo menos até nos diferenciarmos pela positiva dos nosos parceiros directos. depois podemos voltar a olhar unicamente para os nossos bolsos (tambem é perfeitamente legitimo).

Ab.
CArlos Alcobia

Brito disse...

Bom dia Carlos!
É verdade que teoricamente a solução passa por maximizar equações. Porém, estamos a falar de equações que desconhecemos. Há ainda outra questão:não existem equações "correctas". As váriáveis e parâmetros a considerar estão dependentes de opiniões e de opções políticas. Isso não é um problema. Faz parte das escolhas em sociedade. É complexo mas não é um problema por si só. O problema (pelo menos parte dele) passa por muitas pessoas não terem real possibilidade de defender a sua opinião. Outra questão passa pela reduzida capacidade de muitas pessoas (por vários motivos)para defender o interesse público.
Abraço
H